A revolução do digital
- mariacarvalho571
- 5 de nov. de 2025
- 5 min de leitura
Atualizado: 9 de nov. de 2025
Por: Isadora Direne e Maria Eduarda Freitas
Em tempos de dominância do Instagram, todo mundo tem a chance de ser
publicitário em algum momento, seja em um post mostrando a hospedagem das
férias ou um story recomendando um produto novo do supermercado. As redes
sociais possibilitam conexões imediatas, um brasileiro pode estar vendo o anúncio
de uma loja chinesa e decidir comprar aquele produto, sem complicações.
Interação, instantaneidade e inovação, são elementos que definem o digital.
Mais do que um formato, o marketing digital é um ecossistema que
revolucionou o mundo publicitário, existem agências dedicadas exclusivamente para
ele. Para muitos, é visto como um concorrente da publicidade tradicional, mas o
digital nada mais é do que um facilitador. Uma ideia pode nascer em um
computador, ser divulgada nas redes e depois ganhar forma no mundo físico através
de uma campanha, evento ou merchandising. Uma comunicação também pode
começar, se desenvolver e finalizar dentro do próprio digital, são dois lados de uma
mesma moeda, mas no fundo não se trata de uma competição.
Olhe ao seu redor, já reparou que artistas se importam mais com sua
presença nas redes sociais do que com aparições em mídias físicas? Ou como o
elenco de um filme participa de vários vídeos no TikTok durante a divulgação? Até o seu atleta favorito postou um publi? Já sei você viu uma marca interagindo com
linguagem jovial no X, o antigo Twitter?
No digital tudo e todos se conectam, sendo o espaço ideal para as marcas se
conectarem com os consumidores, de uma maneira mais rápida do que nunca.
Produção Digital: o coração da publicidade moderna
Como já estabelecemos, o digital ganhou força no século XXI, se tornando
um motor criativo por trás de campanhas, posts, vídeos, influenciadores e estratégias. É o espaço onde o limite é a criatividade, uma empresa pequena pode atingir milhares de pessoas com um vídeo viral ou uma trend.
As marcas já entenderam que estar presente nas redes não é o bastante, em
tempos modernos é preciso ser relevante, rápido e autêntico. Pensa no Duol ingo,
um aplicativo de aprendizado de idiomas que viralizou diversas vezes com os
vídeos de apelo cômico estrelados pelo seu mascote, Duo. E o Spotify Wrapped,
que cria antecipação ao longo do ano todo, para no final revelar seus hábitos musicais?
A publicidade digital é viva, conversa com o público e muda todos os dias, de
acordo com as tendências e realidade do momento. Essa versatilidade é justamente
o que a torna tão poderosa.
Produção Gráfica: mais do que um pixel
Com todas essas mudanças do digital, você pode se perguntar se a produção
gráfica ainda tem espaço?
Na verdade, ela só ganhou novas camadas. Hoje, ela vai muito além do
material impresso, você a encontra nas embalagens criativas, nos lambe-lambes
das ruas, nos adesivos com QR Code e até nas impressões em 3D usadas em
ativações de marca.
O digital influencia até o processo de criação: layouts feitos no Figma, artes
que nascem para o feed antes de irem para o folder e cores pensadas para
funcionar tanto na tela quanto na vitrine. Contudo, o físico e o digital andam de
mãos dadas, quando essa combinação é usada de maneira correta, pode ser uma
ferramenta poderosa para o impulsionamento das marcas.
O conceito de identidade visual se tornou ainda mais conhecido, até pelo
público leigo, porque em um contexto onde qualquer pessoa pode se tornar um publicitário, é importante estabelecer elementos que transmitam a essência de uma marca e gerem reconhecimento.
A dica mais importante é a consistência entre os diferentes formatos, seja no
digital ou no físico, uma arte composta por vermelho e amarelo facilmente será
associada McDonald’s.
Produção Fotográfica: vendendo uma imagem
Na publicidade, a fotografia é mais do que estética, é uma estratégia visual
potente. Aquela foto aparentemente espontânea, tirada “sem querer”, pode ter uma
direção de arte milimetricamente pensada. Luzes, cores e texturas são compostas
detalhadamente.
Pensando na modernidade, os celulares e a inteligência artificial
democratizaram a fotografia. A tecnologia é uma porta de acesso para que qualquer
pessoa possa criar conteúdo com qualidade profissional, muitas vezes dentro da
sua própria casa e sem um câmera cara.
O segredo está em entender que a fotografia é uma forma de contar histórias
visualmente, o famoso storytelling. Mesmo uma foto de um produto pode ser
carregada de mensagens, faça um esforço para reparar na luz, no ângulo e jogo de
cores. Cada detalhe está lá por um motivo, sendo o objetivo final transmitir o espírito
da marca.
Quando você está rolando o feed, uma boa fotografia deve chamar sua
atenção e incitar um desejo de adquirir o que quer que esteja sendo anunciado.
Produção Sonora: a era dos fones de ouvido
Se antes a publicidade queria apenas ser vista, hoje ela também quer ser
ouvida. O som voltou com força e está presente em tudo: jingles nostálgicos, sound
branding, podcasts, trilhas personalizadas e trends de áudio.
Uma marca não precisa mais aparecer para ser reconhecida, basta tocar osom certo. Pensa no “tudum” da Netflix, que virou até nome do festival promovidopela empresa. É um conceito simples, um efeito sonoro composto por duas batidase um eco, mas automaticamente são associados com o serviço de streaming.Sons como esse ficam gravados na memória e constroem uma identidade invisível, mas poderosa. Ainda existe a possibilidade de podcasts criados por
marcas, estratégia utilizada pelo Nubank e Natura, é um conteúdo útil capaz de
conversar com o público de uma maneira diferente e mais moderna.
No fim das contas, o áudio é pura emoção, criando conexão, ritmo e lembrança. E publicidade é sobre isso: ser lembrada.
Somos capazes de ver uma imagem e saber exatamente de que som se trata
apenas pelo apelo publicitário.
Produção Audiovisual: câmera, ação e celular
O audiovisual é uma culminância de tudo que já falamos, imagem, som,
história, criatividade e, agora, digital. Por conta disso, ele nunca foi tão acessível de
se produzir.
Nos últimos anos, surgiu um novo segmento para o audiovisual, a criação
mobile. Com um celular, um roteiro criativo e uma boa iluminação é possível criar
vídeos atrativos para redes sociais e compor campanhas que engajam os
consumidores.
É difícil se deparar com uma marca que não esteja apostando nos vídeos nas
redes sociais, o TikTok e o Instagram dominam o mercado com os vídeos mais
curtos. De uma dica específica para o segmento a um conteúdo institucional ou até
um momento de bastidores, o conteúdo em vídeo pode se tornar viral a qualquer
momento.
Cada vez mais, as marcas estão apostando em vídeos curtos, autênticos e
com um estilo mais caseiro, procurando uma humanização. Esses conteúdos não
deixam de estar cheios de propósitos, porque afinal o público não quer apenas
assistir, quer se identificar.
E é aqui que o audiovisual se destaca, por ser um espaço onde a publicidade
deixa de falar sobre as pessoas e começa a falar com elas.
Tudo se conecta
A verdade é que não existe mais fronteira entre os tipos de produção.O digital
puxa a inovação, a gráfica mantém o toque físico, a fotografia dá cara à marca, o
som dá voz e o audiovisual costura tudo em uma só narrativa.
A publicidade de hoje é multifacetada, colaborativa e viva. E o melhor de
tudo? Ela está em constante transformação, assim como a gente.







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