Análise: dissonância cognitiva no consumo
- mariacarvalho571
- 3 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 9 de nov. de 2025
Por: Jéssica Flora e Rillary Rezende

1. O que a imagem mostra
Na peça, temos dois hambúrgueres lado a lado:
Expectativa: o lanche idealizado, mostrado em propagandas, com aparência perfeita, ingredientes frescos e bem organizados.
Realidade: o lanche entregue ao consumidor, geralmente com aparência menos atrativa e diferente da imagem publicitária.
Essa comparação cria um conflito interno no consumidor, já que a experiência real não corresponde à expectativa gerada pela propaganda.
2. Relação com a Psicologia (Dissonância Cognitiva)
Segundo Festinger (1957), a dissonância cognitiva ocorre quando existe uma contradição entre crenças/expectativas e experiências reais.
Crença/Expectativa: “Se eu comprar esse hambúrguer, ele será igual ao da propaganda.”
Realidade: o produto recebido não corresponde à imagem divulgada.
Conflito: surge um desconforto psicológico entre o que foi prometido e o que foi entregue.
O consumidor tende a reduzir essa dissonância de duas formas:
Mudando comportamento → deixa de comprar o produto (perda para a marca).
Justificando a compra → “o sabor compensa a aparência” (redução da tensão para manter a decisão).
3. Impacto Publicitário
Esse tipo de situação expõe um dilema clássico: a publicidade cria um desejo idealizado, mas a experiência de consumo muitas vezes gera frustração.
Para a marca, pode enfraquecer a credibilidade.
Para o consumidor, pode gerar insatisfação ou, em alguns casos, adaptação pela justificativa (“todo hambúrguer de fast-food é assim”).
4. Conclusão
A imagem “Expectativa x Realidade” é um exemplo claro de dissonância cognitiva no marketing: o conflito entre o desejo criado pela propaganda e a realidade vivida pelo consumidor. Esse descompasso afeta a percepção de valor e a fidelização, mostrando como a psicologia do consumo está diretamente ligada às estratégias (e aos riscos) da publicidade.



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