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Como os K-Dramas estão moldando a comunicação e impactando o psicológico da população do Brasil

  • mariacarvalho571
  • 6 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 9 de nov. de 2025

Por: Laura Paiva


Fenômeno cultural coreano vai além do entretenimento: sua influência revela como criamos identidade, empatia e pertencimento nas redes e na vida real.



Para contextualizar

Nos últimos anos, os K‑dramas (dramas sul‑coreanos) conquistaram milhões de brasileiros, não apenas como produto de entretenimento, mas como agente de transformação cultural e psicológica. O que começou com um público restrito foi se ampliando para todas as idades, classes sociais e regiões do país. Este artigo explora como esse fenômeno dialoga com a psicologia da comunicação: quais processos emocionais são ativados, como essas narrativas moldam identidades, percepções de autoestima, empatia e pertencimento.


O crescimento do fenômeno K‑drama no Brasil

Nos últimos anos, plataformas de streaming como Netflix, Viki e até serviços gratuitos ampliaram a presença dos K-dramas no Brasil, tornando-os cada vez mais acessíveis ao público. Títulos de grande repercussão, como Crash Landing on You, Goblin e Itaewon Class, não apenas conquistaram altas audiências, mas também entraram para o imaginário coletivo dos fãs brasileiros. Esse interesse ultrapassa a simples maratona de episódios: comunidades online se organizam em redes sociais, produzem fanarts, fanfics e até promovem encontros presenciais. Dessa forma, o consumo dos dramas sul-coreanos deixa de ser uma experiência individual para se transformar em um fenômeno cultural compartilhado, que conecta pessoas por meio da comunicação e do afeto.



2. Psicologia da Comunicação aplicada aos K‑dramas

O fascínio pelos K-dramas vai muito além das tramas românticas ou cheias de reviravoltas. Do ponto de vista da psicologia da comunicação, essas produções são capazes de ativar processos emocionais profundos. Personagens complexos e conflitos universais despertam empatia, permitindo que os espectadores se identifiquem com dilemas semelhantes aos que vivem em suas próprias vidas.

Além disso, os K-dramas funcionam como um espaço de regulação emocional. Ao assistir a essas histórias, o público encontra alívio para o estresse do cotidiano, experimenta sentimentos de catarse e muitas vezes encontra motivação ou esperança em narrativas de superação. Outro aspecto importante está na transmissão de valores culturais. Temas como amizade, família, honra e sacrifício são recorrentes nessas produções e, ao serem reinterpretados no contexto brasileiro, ganham novos significados.

O impacto vai além do emocional: os K-dramas têm promovido mudanças nos hábitos culturais e na moda do público brasileiro, influenciando desde roupas e penteados até comportamentos e formas de socialização. Ao mesmo tempo, eles reforçam um padrão de beleza sul-coreano, marcado por corpos magros, pele clara e traços faciais delicados, criando pressões estéticas significativas, a chamada “ditadura da magreza”. Essa influência estética gera debates sobre autoestima, comparação social e a forma como os consumidores internalizam padrões de aparência, sendo um ponto de atenção para especialistas em psicologia da comunicação.


A experiência não se limita à tela: ao interagir em comunidades online, os fãs reforçam laços sociais, trocam referências culturais e consolidam um senso de pertencimento a algo maior, refletindo a complexa interação entre mídia, cultura e identidade individual.


3. Comunicação de massa vs comunicação participativa

Enquanto a comunicação de massa tradicional funciona de forma unidirecional, os K-dramas instauraram uma dinâmica participativa, na qual o público deixa de ser apenas receptor para se tornar coautor da experiência. Os fãs brasileiros não apenas assistem às séries, mas produzem conteúdos derivados, como fanfics, memes, vídeos de reação, resenhas e críticas que circulam amplamente nas redes sociais.

As plataformas digitais; Instagram, TikTok, YouTube e Twitter, ampliam esse fenômeno, permitindo que opiniões, emoções e interpretações sejam compartilhadas em tempo real. Essa retroalimentação entre produtores e espectadores não só influencia a maneira como novos episódios e temporadas são planejados, mas também fortalece o senso de comunidade, pertencimento e identidade cultural entre os fãs.

Do ponto de vista da psicologia da comunicação, esse engajamento participativo revela como as narrativas podem estimular interação social, criar vínculos afetivos e moldar comportamentos, transformando a experiência de assistir K-dramas em um processo coletivo de construção de sentido e emoção.


4. Efeitos e desafios psicológicos

  1. Efeitos positivos: senso de pertencimento, motivação, aprendizado cultural e desenvolvimento da empatia.

  2.  Possíveis riscos: idealização de relacionamentos, comparação social, dependência de entretenimento, transtornos alimentares e de imagem, impactos no sono e no cotidiano.

  3.  O consumo precisa ser equilibrado para potencializar os aspectos positivos e reduzir os riscos.


Conclusão

Os K-dramas vão muito além de simples séries de entretenimento: eles atuam como pontes culturais e catalisadores emocionais, capazes de transformar a forma como nos comunicamos, nos relacionamos e construímos identidades. Para a psicologia da comunicação, essas produções oferecem um campo fértil para compreender como narrativas estruturadas afetam emoções, percepções, comportamentos e valores culturais.

Dessa forma, o fenômeno dos K-dramas evidencia o poder da mídia em moldar experiências individuais e coletivas, convidando o público a refletir sobre quem somos, quem queremos ser e o que valorizamos em um mundo cada vez mais conectado e globalizado.




 
 
 

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1 comentário


Daniela Mendes
Daniela Mendes
10 de nov. de 2025

Ótimo conteúdo! Parabéns!

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Obrigado pelo envio!

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