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O impacto do digital na publicidade - Anos 2000

  • mariacarvalho571
  • 9 de out. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 10 de nov. de 2025

Por: Isadora Direne, Maria Eduarda Freitas e Rafaela Paiva


A partir da década de 2000 iniciou-se uma nova era no Brasil, marcada pela popularização e acessibilidade da Internet. Para a publicidade, isso significou o surgimento de novos formatos a serem explorados, uma nova ideologia de consumo e uma audiência ainda mais conectada. Ferramentas como Google AdWords (atualmente Google Ads) e Facebook Ads tornaram a publicidade on-line mais rentável, com o modelo de pagamentos por clique (PPC) e a possibilidade de segmentação baseada nos interesses do público. Já plataformas como YouTube e Instagram começaram uma nova revolução, através da popularização do mercado de influência digital.


Atualmente, os perfis dos influenciadores se tornaram vitrines, o que mudou a forma de se fazer publicidade. O que está à venda não é apenas um produto, mas sim uma experiência, o público busca por conexão e quer ir além de um simples like ou comentário. As marcas se associam estrategicamente a esses influenciadores, criando campanhas que muitas vezes são disfarçadas como um conteúdo do dia a dia, parte da rotina de uma pessoa comum.


Outra maneira de interagir com o público é humanizar a própria marca, um exemplo é o DuoLingo, que transformou o perfil de um aplicativo de idiomas em um sucesso mundial ao criar conteúdos inusitados, criativos e, o mais importante, envolventes.


Quando a influência vira estratégia de mercado:

Como se a internet, por si só, já não fosse um grande divisor de águas na publicidade, as redes sociais e os influenciadores chegaram para revolucionar completamente o conceito de propaganda, comunidade e percepção de marca.


Exemplo de Influencer Digital
Exemplo de Influencer Digital

O impacto que os influenciadores digitais exercem atualmente é gigantesco. O que antes os blogs tentavam comunicar e construir em termos de relacionamento com os leitores, as redes sociais transformaram em comunidades engajadas, próximas e fiéis. Durante a pandemia e o isolamento social, milhares de pessoas passaram a compartilhar suas rotinas, ideias e dicas online, o que resultou em um salto expressivo no número de criadores de conteúdo que hoje movimentam boa parte do mercado publicitário.


Esses criadores não apenas assumiram o papel de porta-vozes das marcas, como também de embaixadores, atores, modelos e até vendedores (mesmo que muitos não gostem desse título). Porém, é justamente por meio da comunicação direta, da experiência compartilhada, da afinidade com o público e da confiança conquistada que os influenciadores conseguem gerar resultados concretos, especialmente no mercado de afiliados, com cupons e descontos personalizados.


E já que falamos de afiliação, não dá para deixar de citar outro fenômeno que mudou a forma de consumir: as vendas online. Os famosos e-commerces forçaram não apenas a publicidade, mas também as lojas físicas, a se reinventarem. Hoje, com poucos cliques e acesso à internet, é possível comprar de qualquer lugar do mundo, seja de uma loja no interior do Brasil ou até de gigantes internacionais, como Shein e AliExpress.


Nesse cenário, o posicionamento digital de uma marca tornou-se o ponto-chave de sua reputação. Não basta apenas oferecer bons produtos: a quantidade de seguidores, os influenciadores que falam da marca, a experiência de compra e até a narrativa que acompanha cada item são determinantes para o sucesso.


O poder da máquina criativa:

Em 1998, a Amazon introduziu o collaborative filtering, sistema capaz de analisar o comportamento do consumidor e sugerir produtos personalizados, iniciando uma abordagem mais direcionada e individualizada. Atualmente, plataformas como Spotify e Netflix continuam usando essa tecnologia. Nos anos de 2010 a 2017, foi o período em que o uso da IA no marketing se expandiu em escala. O machine learning começou a ser implementado para otimizar campanhas, prever comportamento do consumidor e segmentar audiências com mais precisão.


Desde 2022, os chatbots e assistentes virtuais começaram a ser usados em larga escala, automatizando o atendimento ao cliente e ampliando os pontos de contato entre marcas e consumidores. Com o lançamento do ChatGPT, a criação de conteúdos publicitários ganhou novas ferramentas: slogans, roteiros e conceitos podem surgir instantaneamente com IA, acelerando a ideação criativa.


VERMETTE, Blair. Adidas lança campanha feita 100% de IA, sem agência e modelos. Eduka.ai, 9 dez. 2024. Disponível em: <https://eduka.ai/adidas-campanha-ia-sem-agencia-modelos/> Acesso em: 18 ago. 2025.
VERMETTE, Blair. Adidas lança campanha feita 100% de IA, sem agência e modelos. Eduka.ai, 9 dez. 2024. Disponível em: <https://eduka.ai/adidas-campanha-ia-sem-agencia-modelos/> Acesso em: 18 ago. 2025.

Em 2025, a IA já não é mais uma promessa, mas uma realidade consolidada no setor. Plataformas como Meta Advantage+ e Google Performance Max utilizam inteligência artificial para identificar públicos com maior potencial de conversão sem depender de intervenção manual, enquanto agentes de IA começam a ser testados para gerenciar fluxos inteiros de campanhas.

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